quinta-feira, 29 de abril de 2010

La Paz (Parte 2)

Ola amigos continuando a nossa viagem pela capital da Bolivia no domingo dia 18/04/2010 acordamos e passamos uma boa parte da manha na internet atualizando o blog, depois como era comum fomos dar um passeio pela cidade e ver alguns atrativos. Como disse antes a capital da Bolivia é uma das melhores cidades do pais para se encontrar uma diversidade cultural muito grande e também suas raízes. Passeando pelo centro percebe uma grande influencia da globalizaçao mas também fortes elementos tipicos de sua cultura como alimentaçao,artesanatos,moda entre outras coisas. Fora a sua paisagem muito bonita.
Nesse dia depois de termos passeado bastante aproveitamos como era de costume para trabalhar a noite e garantirmos mas uma grana para podermos acumular dinheiro para podermos fazer os passeios.
O Marcilio tinha conversado comigo e tinha dito que amanha poderiamos ficar na casa de um brasileiro que ele tinha conhecido pelo site couchsurfing para ficarmos na sua casa, o que seria muito bom pois iriamos poder economizar a grana da hospedagem além de poder conhecer a cidade melhor já que essa pessoa morava em La Paz a algun tempo.Ligamos para ele antes de voltar para o hotel e ele combinou de nos encontrarmos na segunda-feira por volta dos 12:00 a.m.
Na segunda-feria após tomar um "café da manha" ligamos para o tal brasileiro e combinamos de nos encontrar em uma praça no centro de La Paz para que pudessemos nos conhecer e decidir se iriamos ficar ou nao na sua casa. Como era combinado 12:00 a.m estavamos nós lá com nossas malas e esperando o tal brasileiro que pelo couchsurfing era conhecido pelo apelido de Brazucópolis. Dez minutos depois do combinado aparece a pessoa. O cara era bem estranho era largo, totalmente diferente da foto do couchsurfing, falava de uma forma muito estranha e se vestia de uma forma hippie só que muito estranha. Nos comprimentamos e ele pediu para sentarmos em um banco da praça para que pudessemos nos conhecer. Na hora me deu uma vontade incontrolável de rir olhava para o Marcilio e ele já me olhava com uma cara de que merda que nos metemos. O cara falou, falou, falou até que disse que poderiamos ficar na sua casa só que teriamos que lavar uns pratos e varrer o chao e coisa e tal. Concordamos, nao concordando, mas fomos até sua casa. A essa altura o Marcilio já me dizia que nao iria ficar eu como um bom bunda mole que sou disse para o Marcilio entre olhares vamos ver aonde isso vai dar.
Entramos na sua casa até que nao era tao "zoada" como esperavamos e ele pediu para nos sentarmos para conversarmos mais. Ele disse que vivia de dreadloks e também de alugar sua casa para estrangeiros que vinham passar um tempo em La Paz. Disse que gostava de cantar e conhecia muitas músicas adorava MPB entre outras coisas, pediu para eu pegar o violao e tocar uma música para ele cantar.
Para nao tocar algo que ele nao conhecia sugeri claro Raul Seixas o problema era que tocava as mais clássicas como Metamoforse Ambulante, Maluco Beleza e ele nao conhecia nenhuma, nessa hora quase me deu crise de riso e eu olhava para o Marcilio e ele com cara de "que m..." depois de outra tentativas toquei Mamonas Assasinas e ele sabia um pouco.
Enfim depois de tanta perda de tempo e nós loucos para irmos embora o cara vira e diz que podemos ficar a vontade e tal só que teriamos que passar uma vassoura no chao porque de manha ele tinha tomado café e tinha deixado umas migalhas de pao no chao e coisa e tal e ele nao tinha tempo para limpar porque segundo ele era viciado em internet e nao tinha tempo para fazer nada. Depois disse se nós sabiamos cozinhar porque também estava com fome o Marcilio logo disse que era vegetariano e nao sabia cozinhar nada e depois já disse para ele que nao iriamos ficar porque uma das intençoes do CouchSurfing nao era fazer ninguém de empregado e sim uma troca cultural e citamos o que passamos em Cochabamba com a Juana enfim.
Depois disso pegamos nossas coisas demos tchau para aquele mala, que depois pediu para o Marcilio meu e-mail porque tinha gostado de mim e queria montar uma banda...sem noçao, fomos embora porque já tinhamos perdido muito tempo.
Voltamos para o hotel que estavamos hospedados rimos da situaçao e aproveitamos como de costume esperar a noite cair para podermos trabalhar.

terça-feira, 27 de abril de 2010

La Paz (Parte 1)

Bom amigos chegamos em La Paz por volta das 7:30 a.m em um sabado dia 17/04/2010 e como sempre a primeira coisa que fizemos foi arrumar uma hospedagem para per noitarmos. A rodoviaria de La Paz era bem diferente das demais que tinhamos passado, mas os cambistas existiam da mesma forma como em outras cidades que estivemos ao longo do pais. Saindo da rodoviaria já percebia o quao frio a cidade era mas a altitude e a falta de ar nao era algo que me atingia ainda.
Fomos em busca de uma hospedagem e depois de procurar encontramos uma por $30 bolivianos a diaria(R$8,50), era uma hotel para viajantes, estava em boas condiçoes o lugar era bem agradavel e a vista dava para um monte coberto de neve, realmente muito bonito.
Deixamos nossas coisas no quarto e aproveitamos para dar uma volta na cidade. La Paz é uma cidade muito bonita,existem muitas praças,avenidas largas,arquitetura muito bonita, muita cultura etc. Realmente uma capital maravilhosa diferente,pelo menos na minha opiniao, de Brasilia.
Depois de um breve passeio pela capital fomos buscar um sinal que podessemos trabalhar porque estavamos com pouco dinheiro.O Marcilio tinha recebido um conselho de uma amiga dele que também era malabarista de ficar atento com a migraçao pois pelo fato de ser a capital de um país a polícia ficava em cima, isso foi algo que também reparamos a cidade de La Paz é uma cidade muito policiada existe policia em cada esquina. Ficamos meio preocupados de sermos deportados por estarmos trabalhando na rua, mas nesse dia por exemplo começamos a trabalhar perto de uma praça depois das 7 p.m onde normamente tinha acabado a maior parte do expediente de muitos policiais. Nesse dia conseguimos fazer uma grana para pagarmos nossa hospedagem e ficar tranquilos durante uns dois dias, mais sabiamos que teriamos que trabalhar mais porque queriamos fazer passeios que nao eram muito baratos e além disso tinhamos que entrar no Peru com uma grana já que a moeda boliviana e muito desvalorizada.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Viagem para La Paz

Ola amigos chegamos em Oruro por volta das 4:00 a.m e na rodoviária o Marcilio já aproveitou para correr atrás de passagens para La Paz, comprou a que saia por volta das 5:00 a.m e pagou em cada $15bolivianos(R$4,50), a distacia era de 150km aproximadamente três horas de viagem.
O ônibus também tinha uma condicao melhor dos outros que tinhamos pegados e o melhor foi que ninguém colocou filme para termos que assistir, assim pudemos dormir a viagem toda acordando já perto da grande capital que fica entre montanhas, chegamos a La Paz por volta de 7:30 a.m e já sentiamos o frio que era a cidade, o problema da altitude já estava tranquilo nao sentiamos mais tanta falta de ar.
Agora tinhamos que ir atrás de um hotel e de dinheiro já que estavamos praticamente sem nada.

Volta para Oruro

Bom amigos depois de termos tidos a oportunidade de conhecer o Salah de Uyuli pegamos o ônibus que nos levaria de volta para a cidade de Oruro.Diferente da ida a viagem de volta foi bem tranquila. O ônibus tinha uma qualidade bem melhor diferente do que viemos, uma coisa que eu achei muito "bizarra" é que eles vendem passagem até o ônibus encher, só que enche até o ponto das pessoas sentarem no corredor e nao terem espaco para ninguem passar ou se mecher.
Teve um momento que foi crítico uma hora quando estavamos dormindo acordamos com todo mundo gritando, foi um susto achamos que iriamos bater mas logo depois tudo passou, um pouco mais adiante alguém gritou dizendo que o motorista estava bebado e estava dirigindo na contra-mao, mais um susto mas nada aconteceu.
Depois desses pequenos empecilhos chegamos na cidade de Oruro por volta das 4:00 a.m e aproveitamos para pegar o próximo ônibus com destino a capital da Bolivia La Paz.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Salah de Uyuli

Ola amigos continuando depois da melhora estava pronto para fazer o passeio. Entramos na caminhonete, uma Toyota 4X4, seguimos viagem tinham ao todo sete pessoas dentro do carro. Quatro bolivianos(incluindo o motorista), dois brasileiros e um israelense. Já na saida o Marcilio tinha me avisado de comprar um óculos escuro devido a radiaçao solar no deserto ser muito intensa e quando reflete na superficie com sal pode acabar ofuscando a visao. Pedi para o motorista passar no mercadinho da cidade de Uyuli para que podesse comprar um óculos escuros.Comprei um óculos por $20 bolivianos(R$7,00) e voltei para o carro para que podessemos continuar a viagem.
Do centro de Uyuli até o Salah era um distância de 25 km conforme iamos saindo da cidade já começavamos a ver a geografia fisica do local onde estavamos, por se tratar de uma regiao desértica a vegetaçao era praticamente escassa e o mais interessante era que conforme iamos adentrando o deserto viamos um bando de vicuña e mais adiante um bando de lhamas, as vicuñas sao animais selvagens diferentes das lhamas que sao domesticados aqui na bolivia.
Seguindo viagem já viamos a diferença do solo saimos de uma estrada de terra batida para logo depois entramos em uma estrada de sal, isso sal de comer. Por todos os lados havia sal.
A primeira parada era o cemitério de trem, um local onde haviam carcaças de trem que antigamente eram utilizados para carregar o sal, ainda hoje existe e funciona essa linha férrea que vai de Oruro para Uyuli transportando sal como também pessoas.
Continuando o passeio chegamos em um pequeno povoado que mora no Salah e lá vivem de artesanato, fazem todo tipo de arte no sal de esculturas a copos muito interessante. Depois entramos dentro de uma casa também toda construída de sal e lá havia uma lojinha que vendia diversos tipos de artesanatos, muito bacana.
Continuamos nossa viagem fomos visitar a primeira construçao do Salah que era um hotel de sal construído a 18 anos atrás, só que para poder conhecer toda a parte interna dele era necessário consumir algo.Achamos a parte de fora bem bonita e na parte que pudemos engressar havia uma foto do presidente da bolivia Evo Morales e uma vendinha de alimentos.
Continuamos o passeio e o próximo ponto era a Isla do Pescado(Ilha do Peixe) uma enormer ilha, que agora parecia uma enorme ilha sem água e dentro dela havia também muitos cactos exageradamente enormes, para adentrar na ilha diziam que tinha que pagar $15 bolivians(R$5,00), mas já que eu tinha comprado o óculos resolvi com o Marcilio dar uma volta por aquele arquipelágo. Outro detalhe interessante era um animal que parecia uma Ema mas nao era e também nao consegui indentificar direito, só sei que era o único animal que se avistava naquele deserto de sal, parece que foi alguem que o trouxe e colocou ele lá pois o animal ficava muito tranquilo e deixava as pessoas se aproximarem para tirar fotos.Resolvemos dar uma volta e foi um momento muito especial na nossa vida poder estar pisando em algo que já foi coberto de água um dia.
Depois do passeio o motorista nos chamou para almoçar resolvemos esperar os outros e conforme foram chegando fomos nos acomodando nas mesas e cadeiras de sal para podermos fazer a refeiçao.Almoçamos arros,macarrao,carne de porco(bisteca),salada e alguns legumes o sal nao era necessário.Durante o almoço discutimos coisas sobre Bolivia, Brasil e Israel uma troca cultural muito interessante.
Depois de almoçarmos tiramos algumas fotos, que iremos postar em breve, e depois entramos para dentro do carro para voltarmos para a cidade de Uyuli.
Chegamos por volta das 18 horas como era o combinado e aproveitamos para ver as passagens de volta para Oruro conseguimos comprar cada uma por $30 bolivianos as 20 horas para voltarmos para a cidade. Passeamos pela cidade de Uyuli e era incrivel o número de Israelenses que haviam por lá, talvez alguma indentificaçao com deserto, e fizemos hora para pegar o ônibus.
Por volta das 19:50 fomos em direçao ao onibus para entrarmos,diferente do ônibus que viemos esse apresentava melhores condiçoes os assentos nao estavam quebrados e o seu interior estava bem cuidado. O frio já começava a pegar, mas eu tinha minhas proteçoes como minha coberta vomitada e mas um casaco vomitado também estavamos prontos para embarcar em mas algumas horas de viagem com destino a cidade de Oruro.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Chegada em Uyuli

Ola amigos chegamos na cidade de Uyuli de madrugada numa temperatura de 8 graus abaixo de zero, realmente um frio insuportável. Após pagarmos a diária aproveitamos para saber os horários de saída dos tours para o Salah de Uyuli, nos informaram que a caminhonete sairia por volta das 10:30 a.m. Subimos para o nosso quarto e fomos dormir já que a viagem nao tinha sido das melhores e tinhamos decididos ir conhecer o Salah logo na manha do mesmo dia.
O Marcilio acordou por volta das 9 da manha e foi ver se tinha vaga para nós irmos e quanto iria custar, eu aproveitei para tomar banho porque devido os enjoos da noite passada nao tinha tido tempo ainda para me limpar daquele vomito.
Acordei bem indisposto sentindo meu estomago doer e com um pouco de mal estar, nao estava com fome mas tinha muita sede.
Terminado o banho o Marcilio já esperava no quarto e tinha dito que tinha vaga para nós irmos só que o passeio custava $150 bolivianos (R$50,00) para cada mas tinha conseguido um desconto e que havia caido para $110 bolivianos(R$38,00) nós sairiamos as 10:30 e chegariamos as 18 horas dando tempo de nós pergamos o ônibus das 20 horas de volta para Oruro.
Concordei com ele e já arrumamos nossas coisas para liberar o quarto e pagar apenas um per noite, mas nao sabia se iria curtir a viagem já que ainda estava mal.
Descemos e aproveitamos para tomar um café no hotel que custava $12 bolivianos (R$4,00) e vinha um copo de Chocolate e Leite, dois paes, manteiga, geleia e mais uma vitamina de Mamao Papaya, no caso do café do Marcilio em vez do chocolate ele tomou chá de folha de coca. Tomei o chocolate e a vitamina e comi um pouco do pao, nao estava com fome e também nao sentia meu estomago bem, o mal estar ainda estava presente.
Após isso aproveitei para sair um pouco do hotel e conhecer a cidade enquanto o Marcilio ia atrás de algum energético ou coisa parecida para me animar.
De manha fazia um dia bonito de sol e mesmo a cidade sendo próxima de um deserto fazia um tempo frio. Fiquei sentando em um banquinho pegando um sol esperando que melhorasse do mal estar.
Marcilio voltou para o hotel me procurando e me trouxe um energético e disse para eu beber que iria melhorar. Comecei a tomar e aquilo bateu no meu estomago de uma forma que o mal estar começou a aumentar, disse para ele para cancelarmos a viagem e deixarmos para irmos no dia seguinte pois estava muito mal e nao iria conseguir aproveitar o passeio, fomos falar com a mulher responsável e ela disse que nao poderiamos desistir pois faltavam 15 minutos para sairmos e nao teria como repor ninguem, nesse momento já me sentia fraco e muito mal e tinha certeza que nao iria no passeio. Quando fui falar para o Marcilio que nao iria, senti uma vontade de vomitar e fui correndo para o banheiro. Vomitei todo café da manha e já começava a ficar preocupado em relaçao a minha saúde.Mas parece que por encanto após ter vomitado comecei a me sentir muito bem , muito disposto continuei tomando o energético e vi que fui melhorando cada vez mais.
Dá água pro vinho mudei meu humor e já me sentia perfeito para ficar o dia todo fora na maior planície de sal do mundo localizada na bolivia chamado Salah de Uyuni.